Se eu cozinho?
E eu era só uma Bottanzinha levada, já me lembro de achar lindo quando via alguma personagem da turma da Mônica cozinhando, na historinha.
Se era pra brincar de cozinhar, que fosse na casa da minha avó, onde dava pra roubar limão do pé e usar. Cozinhar com o ar não era pra mim. E se fosse brincar com a lanchonetinha da vizinha, com aqueles hamburguerezinhos, ovinhos fritinhos, pãezinhos e outros inhozinhos de borracha, EU ia ser a dona da lanchonete. Foda-se se ela era a dona do brinquedo. Quem era a mais velha? MIM cozinhar!
Eu não via a hora de aprender qualquer porcaria. Nem era por cozinhar mesmo, era mais por me ver mexendo nas panelas e tal. Pendurar um guardanapo no ombro e fazer cara de “ai, que cansaço, essa vida de dona de casa”.
Tipo, puta síndrome de Amélia, Jísus. Daí que aprendi cedo, né. Até porque meus pais sempre trabalharam fora, e essa boa vontade de filha exemplar viria a calhar.
E fez-se o arroz. E a mãe olhou o arroz, e viu que não era bom. Estava empapado.
Aliás, eis uma coisa que eu nunca vou entender. Escolha um prato. Qualquer um, qualquer carne, qualquer tempero. QUALQUER COISA. Eu faço, e fica tudibão.
Mas eu não sei fritar uma porra dum ovo sem virar omelete, e meu arroz empapa. Eu ensino as pessoas, e elas fazem o primeiro arroz da vida delas, no ponto. Soltinhos, os malditos grãos do inferno (desculpe).
Se foder, viu.
Enfim, eu cresci (não), e virei uma cozinheira de mão cheia. E fodida. Sempre me queimo, sempre me corto. Já fui pro hospital por causa de um bife à milanesa. Um dia, eu ainda viro O recheio, e não tô falando de fetiche. Ainda encontram um dedo meu no meio do estrogonoff.
Ainda assim, não tem coisa melhor do que chegar em casa, abrir um vinho, ligar o som e inventar receitas. Sim, inventar. Eu costumo misturar tudo que é coisa que não faz sentido. É ótimo fazer testes, descobir o que dá certo e o que não dá. Descobrir que Shoyo não vai bem com qualquer coisa (parecia tão óbvio que ia).
Além de tudo, pra quem mora sozinho, eu já disse uma vez e repito: legumes são MUITO baratos. Com o que você gasta numa ida ao fast food, você compra legume pra quase um mês. É só aprender a variar. Na pior das hipóteses, ligue pra sua mãe.
Se eu tivesse feito isso, saberia que quanto mais se cozinha o milho, mais ele endurece, ANTES de cozinhar por 40 minutos.
Nem cavalo comia aquela porra.
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Aproveitando o embalo, promoçãozitcha: a Knorr está em busca da receita perfeita, mancebos. Mas receita perfeita não é só ingrediente e tempo no forno. Tem história, tem alma (não a do frango que está sendo preparado, a SUA).
Se você, como eu, adora se aventurar no mundo das panelas encantadas, transcreva a sua receita mais linda e perfeita do mundo inteiro aí nos comentários, lembrando de colocar todos os dados possíveis sobre a sua pessoa, como email válido, Flickah, Orkuts e etecétera.
Serão selecionadas 12 pessoinhas, entre os 12 blogs participantes (excrusive nói, gente) e o pessoal da Knorr irá até a casa delas, filmar o preparo das receitas. Esses vídeos serão veiculados aqui.
E o kiko?
Além dos mais de CEM prêmios, a receita vencedora vai ganhar UM MILHÃO. E isso não é uma piada, e não tem nada a ver com o final do meu texto. Então não façam piadas comigo.
Confiram o que já está rolando nos outros blogs que estão na bagaça:
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Vamos lá, Substantivolátil Team! Make me proud!












